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Domingo, 25 de Novembro de 2007

Património Histórico-Cultural da Região de Lafões

O Património Histórico-Cultural de uma Região , especialmente sendo ela rica de especificidades e contrastes, e tendo séculos de história de povoamento humano, é algo cujo conhecimento profundo e alargado não está ao alcance de qualquer pessoa.

 

Isto mesmo para estudiosos e especialistas, que nem sequer é o meu caso. Apesar de tudo, interessado no tema, irei procurar colocar aqui algumas referências e informação que possam ter algum valor e utilidade para outros eventuais interessados, as quais são resultado das minhas pesquisas e investigações.

 

Assim, e relativamente ao tema em título, encontrei na net   um texto assinado por A. NAZARÉ OLIVEIRA  com o título deste post   e que poderá consultar aqui , o qual me pareceu muito interessante e que espero possa utilizar também como fonte de inspiração para outras pesquisas e outros posts e referências a colocar neste espaço.

Do referido texto cito apenas o seguinte :


A REGIÃO DE LAFÕES

" Situada na parte mais ocidental da Beira Central, a Região de Lafões é uma sub-região natural, constituída pelas terras tributárias do curso médio do Vouga e dos seus afluentes Sul e Ribamá que, vindos de margens opostas, confluem junto de S. Pedro do Sul.

De Lafões fazem geograficamente parte os concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela e S. Pedro do Sul, as freguesias de Cedrim e Couto de Esteves (do concelho de Sever do Vouga), Alva e Gafanhão (do concelho de Castro Daire) e parte das freguesias de Bodiosa e Ribafeita (do concelho de Viseu).

Possui esta região características próprias que a distinguem das regiões vizinhas. O geógrafo Amorim Girão considera que ela constitui "um todo homogéneo, correspondendo a uma verdadeira região natural". Também Leite de Vasconcelos diz que "existe uma unidade territorial ou sub-região denominada Lafões" .

Servindo-nos do estilo lapidar de Raul Proença, diríamos que "Lafões é uma formosa região que se esconde entre o Maciço da Gralheira e o Caramulo, cortada pelo rasgão do Vouga", que, aproveitando fracturas naturais ou furando rochas, lá vai a caminho da Beira-Mar.

Sem quebra da sua unidade geográfica, Lafões é uma região diversificada, a lembrar umas vezes o Douro, com culturas em socalco, outras vezes o verdejante Minho, não faltando até, nalguns lugares, a "vinha de enforcado". O seu finíssimo vinho verde pede meças ao do Minho, sobretudo se a acompanhar a afamada vitela de Lafões ou o cabrito da Gralheira .

Em algumas povoações caramulanas e do Maciço da Gralheira - Covas do Monte, Pena, Fujaco e outras - restam ainda, nas casas rurais, certos traços de primitivismo, que vão resistindo ao progresso. Paredes de granito, sem reboco exterior, coberturas de xisto, fumo a sair pelas telhas. As populações vivem ainda no seu mundo fechado, num tempo que já não é deste tempo. Povoações reduzidas a escasso número de famílias, porque aqueles que quiseram dar um salto no tempo partiram à procura dos marcos e dos francos, que, a pouco e pouco, lá vão introduzindo mudanças, às vezes aberrantes, na fisionomia das aldeias lafonenses .

Mas não há progresso que empobreça as belezas naturais de Lafões! E, se Lafões possui uma unidade geográfica, uma notável unidade histórica lhe corresponde. Quem percorrer a região sentirá, por toda a parte, os apelos da História.

Remontam a recuadas épocas pré-históricas os primeiros sinais de povoamento. Por toda a Região de Lafões, restam vestígios de populações neolíticas, que, sobretudo em pontos elevados de terras graníticas, construíam as suas habitações, inumavam os seus mortos em dólmens e mamoas e, nas pedras das encostas dos montes, gravavam sinais, provavelmente relacionados com os monumentos funerários.

Ao lafonense Professor Amorim Girão pertence o primeiro levantamento dos monumentos pré-históricos da região. Regista 3 cavernas, 5 grutas, 18 antas, 10 antelas , 74 mamoas , 2 menires, 20 castros e 5 lajes com inscrições. Tudo quanto se conhecia em 1921, data em que publicou a sua dissertação de doutoramento1 . Trabalho utilíssimo, até porque, se alguns monumentos que regista podem ainda hoje ser observados, de outros mais não restam que apagados vestígios, quando não apenas o registo daquele investigador ."


    A. Nazaré Oliveira
         

Algumas das informações ou referências mencionadas, no texto do autor supra citado, espero poder vir a investigar com tempo e talvez retomá-las aqui, oportunamente, com detalhes complementares.

                                                       Tó Zé


 


publicado por Tó Zé às 07:21
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